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08 de janeiro de 2015

Altas temperaturas e a saúde das vacas leiteiras

Nesta época do ano, é possível observar casos de estresse térmico na maioria das fazendas produtoras de leite. É uma época difícil, o produtor experiente já tem seus artifícios para reduzir os efeitos, mas todos concordam que produzir leite com altas temperaturas não é uma tarefa fácil.

O estresse térmico que afeta as vacas produtoras de leite está associado ao aumento da temperatura ambiente. Os animais sofrem grande desconforto, afetando negativamente a saúde e o desempenho zootécnico. Animais afetados pelo estresse térmico apresentam temperatura retal maior que 39,4ºC, frequência respiratória maior que 100/mm, redução da ingestão da matéria seca variando de 10% (casos moderados) a 25% (casos severos).

Além disso, estudos já comprovaram efeitos negativos sobre a fertilidade (aumento da mortalidade embrionária, aumento da retenção de placenta), a mastite (aumento da frequência de casos e aumento da CCS) e a imunidade.

Considerando seus efeitos sobre a saúde animal, já se pode imaginar que o estresse térmico apresenta elevado impacto econômico sobre a atividade leiteira. Estudos recentes apontaram que as perdas chegam a R$ 1.300,00/vaca, sendo que 80% deste valor estão associados com a redução da produtividade e 20% com os efeitos sobre areprodução, a mastite e o aumento da mortalidade.

 

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